19/08/2023 | Por: Anguera Notícias
Um
cenário com muitas incertezas, baixo consumo e juros mais altos tem provocado a
queda da arrecadação e afetado as contas de dezenas de prefeituras no Brasil. A
Confederação Nacional de Municípios (CNM) tem alertado os gestores sobre a
queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e que os prefeitos tenham
cautela e prudência na execução de suas despesas.
Para as cidades pequenas, o FPM é uma das principais fontes de receita do município e ajuda a custear despesas obrigatórias, como o pagamento de servidores públicos e da Previdência, como também de melhorias para a população.
Entre os municípios com queda no repasse está Anguera, na região de expansão metropolitana de Feira de Santana no estado da Bahia. O repasse dos últimos dois meses do Exercício de 2023 comparado ao mesmo período de 2022 sofreram uma considerável redução. Para este mês de agosto, a previsão de fechar com recurso 15% menor que no mesmo período do ano passado preocupa o gestor e leva ao protesto.
É um
momento delicado, onde todos os prefeitos, principalmente dos municípios
menores, buscam alternativas para aumentar o valor dos repasses. O FPM é
basicamente a fonte de renda dos pequenos municípios, como Anguera.
Na
semana passada a CNM havia informado que o primeiro decêndio do mês de agosto
seria 20,32% menor que os R$ 8,8 bilhões repassados no mesmo período de 2022. A
confederação apontou nesta oportunidade dois fatores cruciais para a queda,
sendo eles uma menor arrecadação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas
(IRPJ) e o aumento das restituições do IR Imposto de Renda).
O prefeito Mauro Vieira, também preocupado com a diminuição do repasse do FPM, ratificou as declarações da UPB e reproduziu nas redes sociais o alerta sobre a saúde financeira dos municípios.
Em nota, Mauro Vieira transcreve nas redes
sociais a declaração da UPB:
“Com o intuito de chamar a
atenção para as dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios com
oscilação no repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e previsão
de queda para o mês de agosto, as prefeituras da Bahia vão acompanhar o movimento
municipalista de outros cinco estados do Nordeste para promover uma grande
paralisação no próximo dia 30 de agosto, Serão suspensas as atividades administrativas
em forma de protesto e sensibilização, sendo mantidos educação e serviços
essenciais, como saúde e limpeza urbana. A iniciativa é articulada pela União
dos Municípios da Bahia (UPB) e as entidades municipalistas do Nordeste para
alertar o Governo Federal, Congresso Nacional e a população para a situação financeira
das prefeituras, sobretudo na Bahia onde cerca de 80% dos municípios são de
pequeno porte, não possuem receita própria e dependem das transferências
constitucionais da União.
Para a UPB, a estagnação do
repasse do FPM diante do aumento de espesas com inflação, folha de pessoal e
previdência, torna a situação insustentável, levando ao colapso financeiro.
Para este mês de agosto, a previsão de fechar com recurso 15% menor que no
mesmo período do ano passado preocupa os gestores e levam ao protesto.”
Segundo a UPB, essa situação é insustentável e precisa ser urgentemente solucionada para evitar consequências severas para a população e a administração pública local.

Com informações de
Vanderlon Cunha e Zeroaldo Silva do Anguera Notícias. Siga o Anguera
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