04/11/2023 | Por: AN Portal de Notícias.
CMT GCM SILVA. (fotos redes sociais )
A participação de uma
equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) em uma blitz conjunta com a Coordenação
do Posto Avançado da CIRETRAN no centro do Distrito do Bravo, no município de
Serra Preta, gerou polêmica após a apreensão de diversas motocicletas (ver matéria sobre a blitz). Em um vídeo
compartilhado nas redes sociais, o comandante da Guarda Civil Municipal, CMT
GCM Silva, esclarece que nem ele, nem o prefeito do município, autorizaram as
apreensões.
De acordo com o comandante, a equipe da GCM foi convidada para participar da blitz, que, segundo o documento de solicitação de apoio enviado pelo coordenador do Posto Avançado da CIRETRAN de Serra Preta, teria cunho educativo. O objetivo da operação seria orientar os condutores sobre a importância do cumprimento das normas de trânsito.
Ofício da CIRETRAN para a GCM.
No entanto, durante a fiscalização, "algumas motocicletas foram notificadas e apreendidas pelo DETRAN", assim relatou no vídeo, o que contrariou as orientações previstas no documento enviado à GCM. Segundo o comandante, as apreensões foram realizadas sem aviso prévio e sem o consentimento das autoridades municipais.
CMT GCM SILVA.
A "blitz" realizada ontem(3) no Distrito do Bravo causou grande repercussão na região, gerando debates sobre o
papel da GCM nas blitz conjuntas com a CIRETRAN. O comandante Silva, em sua fala no vídeo, deixou claro que não houve autorização da GCM para apreensões de motocicletas e
afirmou ter recebido comentários políticos sobre o caso, sem especificar quais.
A polêmica levantada pela "blitz", fiscalização da CIRETRAN, dividiu opiniões entre os moradores de Serra Preta. Alguns defendem a
atuação conjunta das forças de segurança e ressaltam a importância de ações
educativas para garantir a segurança no trânsito. Outros questionam a
legalidade das apreensões realizadas pela CIRETRAN sem o consentimento prévio das
autoridades locais.
A CIRETRAN ainda não se pronunciou sobre o assunto. O prefeito de Serra Preta, que também não autorizou as apreensões, afirmou em vídeo compartilhado nas redes sociais que teve informações que a GCM foi enganada e tomará medidas cabíveis para evitar que situações semelhantes não ocorram no futuro. Além disso, solicitou imediatamente a desocupação do prédio onde funciona o Posto da CIRETRAN no Distrito do Bravo, além de dizer que iria afastar os quatro funcionários da Prefeitura que estavam à disposição da CIRETRAN.
Enquanto isso, a população aguarda por uma resposta oficial das instituições envolvidas para entender o motivo das apreensões e a divergência entre o documento enviado à GCM e a ação realizada pela CIRETRAN. O debate sobre as ações de fiscalização de trânsito e os limites de atuação das forças policiais promete continuar aceso na região.
Com informações do site AN Portal de
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